quinta-feira, março 30, 2006

A Boa Sorte

Acabo de ler um livro que me deixou a pensar. Chama-se a A Boa Sorte, os autores são dois espanhois licenciados em Ciencias Empresariais, Alex Celma e Fernando de Bes. Eles contam uma pequena história de um encontro entre dois amigos na altura c/ já 64 anos, Pedro e Eduardo, que não se viam desde os 10 anos de idade. Encontram-se por acaso num banco do jardim, Pedro já lá estava sentado c/ os pés descalços sobre a relva recordando a sua vida passada e entretanto eis que chega Eduardo c/ um ar cansado e senta-se ao lado dele e olha p/ o outro e exclama: PEDRO, MEU AMIGO PEDRO. Então ai começam contar as suas vidas. Eduardo diz que saiu do bairro onde vivia porque seu pai tinha recebido uma fábrica de herença e que ao fim destes anos todos tinha perdido tudo por não ter evoluido com o tempo Pedro pelo contrário continou a viver no bairro arranjou um trabalho humilde e foi aplicando todo o dinheiro que ganhava para evoluir e se modernizar e era agora um homem com exito. Eduardo pelo contrário sentia-se em baixo e deprimido. Então Pedro conta uma pequena historia a Eduardo, sobre dois cavaleiros, um de capa negra chamado Nott e outro de capa branca chamado Sid. Estes cavaleiros e outro mais, foram chamados ao castelo pelo mago Merlin que lhes propôs um desafio; colherem no bosque encantado o trevo mágico de 4 folhas, muitos dos cavaleiros desistiram logo dizendo que era impossivel ficando só, Nott e Sid. Eles partem para o Bosque Encantado, lá deparam-se com muitas dificuldades e lutam com a insistência dos habitantes do bosque que lhes dizem que naquele bosque nunca houve nem nunca haveria de existir trevos de 4 folhas, para os trevos nascerem necessitavam de terra nova, água com abundância e sol coisa que não existia naquela bosque. Nott não querendo saber do que os habitantes diziam, procurar incessantemente pelo trevo de 4 folhas. Por outro lado Sid, vai criando as condições necessárias para que o trevo cresça. Então arranja um espaço onde coloca terra nova, água com abundância e corta alguns ramos para que o sol bata na terra. Por fim, Sid tem a sua recompensa e Nott regressa ao reino derrotado. Uma das coisas que o livro fala, é uma frase que ao longo da minha vida me tem acompanhado sempre "Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" esta frase foi me dita por um professor meu de Matemática, o Prof. Proença, nunca mais me hei-de esquecer dele, ele tinha toda a razão nunca devemos deixar as coisas para o dia seguinte puderemos não ter tempo para fazê-las. Mas, toda esta prosa para chegar a uma só conclusão, a sorte não existe, nós é que temos de criar as condições ao longo das nossas vidas para que A BOA SORTE chegue e se instale em nós e principalmente não nos deixar abater pelas contrariadades da vida e tentar fazer sempre o nosso melhor. Fiquem bem!

1 comentário:

Anónimo disse...

Parece-me familiar esse livro...
Não sei de onde veio...